Meu nome é Letícia Gonçalves, tenho 17 anos, e estudo no Elias Moreira. Em dezembro prestarei vestibular para JORNALISMO, e sou extremamente apaixonada pela minha futura profissão. Já tendo participado de outros projetos parecidos, estou hoje responsável pelo MURAL DO ENSINO MÉDIO, gentilmente cedido pela revista ITS. Aqui estarão registradas todas as edições do mural, cujos textos, quando não estiverem com as suas devidas fontes indicadas, serão de minha autoria. [2010]
Antônio Meurer Neto, do 2ºB, no teatro desde 2004, há três anos faz imitações. Começou com professores, e hoje Datena e Silvio Santos, além da sua “menina dos olhos”, Marília Gabriela, são personagens por ele interpretados. Nunca foi tímido, e ingressou nas aulas de teatro primeiramente pelo convite de amigos. Já se apresentou em vários lugares, mas as imitações de Antônio foram até agora exclusivas para seus amigos da escola.
O humorista de quem ele mais gosta é Marcelo Adnet, principalmente das imitações que ele faz do Faustão, Selton Mello, e Silvio Santos. É também fã do programa CQC, em especial do Marco Luque (que esteve recentemente em Joinville). “Eu não consigo rir de qualquer coisa. Às vezes me mandam links de vídeos dizendo que são super engraçados, e eu não vejo a menor graça. O último filme que eu assisti e que me fez rir bastante foi “As Branquelas”,mas na segunda vez que assisti já não ri tanto” diz.
Compositor: LUDWIG VAN BEETHOVEN
Música: Ode to Joy (Ode À Alegria) (Canto À Alegria)
"Esta sinfonia, do grande gênio que morreu surdo, é de uma beleza indescritível. Sua sonoridade toca a alma, nos deixa leve ao ponto de sermos transportados pela nossa imaginação. Aos que não tem o hábito de ouvir música erudita, comecem pelos clássicos: Vivaldi, Mozart, Werner, Strauss, pois tenho certeza que irão apaixonar-se por estes grandes gênios. Esta sinfonia faz parte do tema da união europeia, assim com fez parte da entrada do meu casamento".
“Em 1997, Jorn Barger concebeu o termo “weblog”, definindo-o como uma página da Web, onde qualquer pessoa pode colocar uma mensagem expondo todas as outras páginas interessantes que encontra.
O termo foi alterado por Peter Merholz, que decidiu pronunciar “wee-blog”, que tornou inevitável o encurtamento para o termo definitivo “blog”.
Rebbecca Blood foi uma das pioneiras no uso dos blogs, referindo em 1999 que estes eram distintos tanto ao nível da forma como ao nível do conteúdo das publicações periódicas que os precederam.
A blogosfera, termo que representa o mundo dos blogs, progrediu a um ritmo extraordinário [...] E em relação à implantação dos blogs na escola, as primeiras redes de professores a utilizarem esta tecnologia surgiram na blogosfera anglo-saxónica com o portal britânico Schoolblogs.com (desde 2001) e o grupo Education Bloggers Network, com sede nos EUA.”
Na blogosfera do Elias Moreira temos blogueiros como os professores Adriano (história), o “Chefe” (matemática) e o Ciro (filosofia e sociologia). Fiquem ligados nas atualizações e aproveitem esse recurso, que vem crescendo e adquirindo tanto espaço quanto importância. Não só professores como também outros profissionais podem e devem utilizar essa ferramenta como instrumento de divulgação e complemento. Quando bem administrado, o blog pode virar inclusive fonte de renda. Mas isso é assunto para ser explorado no próximo mural =)
"O Elias na Rede precisava de uma articulação junto à comunidade estudantil. O aceno da coordenação pedagógica motivou a criação do blog; pois o objetivo foi abrir um canal de comunicação na forma de biblioteca virtual, voltada para a realidade dos nossos alunos." Professor Edemilsom “Chefe” Blog: chefenarede.blogspot.com
“A ideia surgiu de uma brincadeira que acabou ficando séria. Tentei montar um instrumento de acesso a algumas informações de sociologia e filosofia que não exploramos em sala de aula. O blog seria, então, um complemento.”
“A ideia do blog surgiu da intenção de fazer com que os alunos do segundo ano do Elias produzissem o conhecimento e postassem suas conclusões, tendo como maior objetivo ser uma ferramenta de pesquisa aos estudantes de outras séries, e colégios. Este ano o blog está parado, mas ano que vem pretendo retomar. Como fonte de pesquisa indico o site disponibilizado pela abril com o acervo digitalizado de todas as edições da revista Veja, é muito interessante e útil: http://veja.abril.com.br/acervodigital/ ” Professor Adriano Denardi.
A SESSÃO "EU QUE FIZ" DA SEGUNDA EDIÇÃO DEU ESPAÇO PARA A ALUNA VIRGÍNIA, DO 2ºB, EXPOR SUAS OBRAS DE ARTES! FALA SÉRIO, PARECEM DESENHOS FEITOS NO COMPUTADOR NÉ?!
Nas décadas de 70 e 80, as meninas que completavam o seu décimo quinto ano de vida eram apresentadas à sociedade, por meio do chamado “baile de debutantes”. As jovens que aniversariavam na mesma época se reuniam em uma única festa num lugar badalado pela sociedade local. Atualmente em desuso, essa tradição cedeu espaço para a do “bolo-vivo”, entre outras modas (como a de contratar atores e cantores para serem seus príncipes na hora da valsa) que surgiram ao longo do tempo no quesito “festa de quinze anos”. Muitas garotas sonham com festas grandes, com a presença de todos os seus amigos e familiares. O vestido precisa ser perfeito e, se possível, um longo para a valsa, e um curto para curtir a festa. A verdade é que fazer quinze anos custa caro, e algumas meninas preferem usar esse dinheiro para viajar, principalmente para o exterior. As alunas Gabriella Palma Santos e Fernanda Luiza Godinho, do 1ºA, escolheram ir para o Canadá.
Por que preferiram viajar ao invés de fazer uma festa? “Concordamos que o dinheiro seria melhor investido: entre passar um mês conhecendo um país maravilhoso, e uma festa de 6 ou 7 horas, nós preferimos viajar. Assim também tivemos a oportunidade de conhecer novas pessoas e culturas, e adquirir novos conhecimentos”.
Por que o Canadá? “Na verdade, nós tivemos a opção de escolher entre Disney e Canadá, mas na Disney seriam apenas duas semanas e, no Canadá, um mês. Além disso, no Canadá tivemos oportunidade de aprimorar o nosso inglês. Curtimos, mas também aprendemos muito. Na Disney, devido a quantidade de brasileiros lá, isso não seria possível.”
Qual a comida mais diferente que vocês comeram durante a viagem? “Biever Tail. É doce (muuuuito doce), uma espécie de massa com creme de baunilha, chocolate e bolacha Negresco em cima. E também o “the Poutine”, que era basicamente batata frita com um tipo de molho e queijo, era um pouco nojento, mas comemos bastante. Depois que soubemos do que o molho era feito, ficamos com ainda mais nojo. Foi um pouco difícil se adaptar com a comida deles, por isso comemos bastante fast food e pizza, mas lá só existem três sabores para escolher”.
Conseguiram se virar bem falando inglês? “Foi mais fácil do que esperávamos. Ficamos surpresas com a nossa rapidez em captar o que os outros queriam dizer. Hoje, se algum “gringo” aparecer na nossa frente, não vai ser tão difícil assim de bater um papo”.
Façam um comentário geral sobre a viagem. “Pode ser só uma palavra? PERFEITA”.
As entrevistadas: Talita Carolina Krüger (2ºA), Nathália Grams Teixeira (2ºB) e úlia Flores (2ºC)
Espontâneos, exóticos, tranquilos: foram esses os adjetivos usados por Nathália Grams Teixeira para definir respectivamente o 2ºA, 2ºB e 2ºC. “Três salas, três mundos” conforme disse o professor de física, Marcos. Nathália, do 2ºB, afirmou ainda que o professor com o qual a turma mais se identifica é justamente o “Marcão”, que os diverte e faz com que inclusive anseiem pela aula de física. Talita Carolina Krüger, do 2ºA, definiu sua sala como “uma turma que tem forte personalidade, expõe o que pensa”. E para Júlia Flores, a melhor parte de estudar no 2ºC é a de constituir um grupo no qual o bom senso sempre prevalece, sendo “equilíbrio” a palavra que, para ela, melhor define sua turma.
A relação entre as salas, segundo a aluna Talita, apesar das marcantes diferenças entre elas, é boa. A existência dessas diferenças é muito importante para os alunos como a Júlia, que expressou sua opinião sobre o assunto: “Aprendemos a conviver com o choque de ideias, a ter paciência e autocrítica”.
A gente passa boa parte da vida na escola. Nela aprendemos não só o que está nos livros didáticos ou apostilas, mas também recebemos um complemento da educação dada pelos pais. As situações vividas no ambiente escolar influenciam fortemente a personalidade do jovem, que acaba criando importantes vínculos, seja com as pessoas ou até mesmo com a própria escola. Quando se estuda muito tempo no mesmo lugar, esses vínculos são ainda mais difíceis de quebrar, e chega a ser triste imaginar uma vida fora daquele dia-a-dia, longe daqueles professores, colegas, ou grandes amigos. É lógico que os menos estudiosos juram estar doidos para “se livrar” dessa rotina, mas a verdade é que todos sabem que a despedida não vai ser fácil.
“Elias Moreira: A Escola da Vida” é um slogan que tem sentido especial para 30 alunos do terceirão que, como eu, nunca estudaram em outro lugar. Sentar no alto da arquibancada e observar a movimentação no colégio é totalmente nostálgico. As crianças correndo, jogando bola nas quadras, o sinal batendo e o entra-e-sai da cantina... Cada cantinho faz despertar a lembrança de uma boa história.
ALUNOS DO TERCEIRO ANO QUE ESTUDARAM "A VIDA INTEIRA" NO ELIAS.
“Meus pais escolheram o Elias por causa da qualidade de ensino, e as expectativas foram alcançadas. Hoje, penso em fazer Design de Produto. Não acho que a mudança do ensino médio para a faculdade vá ser traumática, porque o objetivo continua sendo estudar. Apesar disso, sentirei falta dos amigos que fiz aqui, principalmente esse ano, mas tenho certeza de que nos esforçaremos para manter contato”. Fábio Massena Mello Pereira, 3ºA.
“Vou sentir muito a falta dos amigos que conquistei com o passar dos anos, alem dos incríveis professores. O Elias é como uma segunda casa para mim. Ainda tenho algumas dúvidas sobre para qual curso prestar vestibular, porém estou entre engenharia de produção e ciência da computação, ambas na UDESC.” Ariane Loeblein Gomes, 3ºC.
Carlos Alberto D’avila, do 3ºB, acabou de retornar do intercâmbio. Passou dez meses em Toledo, Ohio, e trouxe consigo várias histórias de experiências inesquecíveis. Sentiu falta da comida brasileira, além é claro de sua família e amigos, mas adorava esquiar na neve, e conseguiu aproveitar ao máximo o tempo que passou fora.
Você ficou hospedado em uma casa de família? Como eram os seus “pais”? Sim. Meus pais eram muito maneiros, os dois têm 29 anos e namoram desde o ensino médio.
Você foi acolhido de forma rápida? Fui muito bem acolhido, e isso me deixou bastante confortável.
Ser brasileiro ajudou ou atrapalhou? Ajudou muito. O pessoal da China, por exemplo, era um pouco excluído do grupo dos “legais”. Acho que isso acontecia por eles serem muito quietos.
De que você vai sentir falta dos Estados Unidos? Sinto falta da minha família hospedeira, dos meus amigos americanos, das festas universitárias e dos lindos lugares que conheci, especialmente Nova Iorque.
“Cada dia aprendi algo diferente. Aprendi, inclusive, que existem coisas que só aprendemos quando nos viramos sozinhos” diz Carlos.
A sessão "TEMA DA VEZ", na segunda edição, não foi escrita por mim, Letícia Gonçalves. Achei um texto muito interessante, sobre um assunto bastante discutido principalmente devido ao "CASO RAFAEL", filho de Cissa Guimarães. O texto (com a indicação da sua fonte) segue abaixo:
Texto de Jorge Antonio Barros, responsável pelo blog “repórter de crime”, colunista do site www.oglobo.globo.com
O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio, afirmou em entrevista a Maria Inez Magalhães, do jornal "O Dia", que o maior problema da corporação hoje "é o desvio de conduta". Disse o chefe da Polícia Militar: “O policial trabalha tão próximo do crime que muitas vezes agrega os valores do criminoso. Criamos um filme e uma peça com policiais que foram expulsos por desvio de conduta. Eles serão apresentados nos quartéis. O policial também precisa ser tratado. Tem que cobrar, mas dizer da sua importância para a sociedade. Por mais que você prepare o homem, você não tira os impulsos dele. Ele não é um robô. A gente expulsa, prende e mesmo assim isso acontece”.
A maioria dos soldados é afastada por problemas psiquiátricos, muitos adquiridos durante o serviço. Por isso, estamos aumentando o quadro de psicólogos e os PMs serão submetidos a testes constantes. Um outro compromisso é modernizar a corregedoria. Em 60 dias, ela vai para o antigo Laboratório Industrial Farmacêutico em São Gonçalo. Lá vão funcionar comissões disciplinares que não ficarão mais nos batalhões. É preciso mais independência na hora do julgamento.
Não esperava menos do comandante-geral da PM, que sempre me passou a imagem de um homem íntegro e comprometido com a ética. Mas reconhecer que o desvio de conduta é o maior problema da PM do Rio hoje não deixa de ser um avanço. Ao admitir que o tema corrupção está na ordem do dia, o comando da PM pode estar quebrando um tabu na corporação. Um comandante meter o dedo na ferida, enquanto ela sangra.
Obviamente que a declaração do comandante está contextualizada pelo péssimo momento que vive a Polícia Militar, na questão ética. Se a corporação está à frente de um projeto operacional bem-sucedido, que é a pacificação de favelas antes dominadas por grupos armados, por outro lado demonstra fragilidade quando vêm à tona histórias tenebrosas como a de Rafael Bussambra, que atropelou e matou Rafael Mascarenhas, mas acabou sendo liberado mediante o pagamento de R$ 1 mil a uma dupla de policiais do 23o BPM.
O caso de corrupção não atenua em nada o atropelamento, apenas agrava uma situação do cotidiano. Se policiais estão vendendo impunidade, como ficou comprovado neste caso, podemos estar diante do pior dos gargalos da Justiça: o da cumplicidade entre criminosos e a polícia.
A situação se agrava quando ficamos sabendo que muito provavelmente houve falhas do oficial responsável pela supervisão da dupla de achacadores. Aí o chefe da seção de operações do batalhão também deve satisfações, assim como o comandante da unidade, de quem ainda não ouvi qualquer comentário sobre o episódio. O único que bota a cara a tapa é o comandante Mário Sérgio. Sobre a declaração dele, discordo de trabalhar próximo do crime se agrega valores do criminoso.
A falta de valores, a impunidade, a tolerância da sociedade com o crime e os pequenos delitos podem ser os fatores que levam PMs a romper a linha que os separa dos fora-da-lei. Essa linha só é tênue para quem não fortalece dentro de si valores anticrime e antiviolência. Já reparou que os policiais mais violentos e operacionais são aqueles que acabam se corrompendo? Eles justificam sua queda na falta de reconhecimento social e de seus superiores.
As polícias do Rio necessitam urgentemente de um programa preventivo contra a corrupção policial. Embora apareçam com mais facilidade os casos envolvendo PMs, não há dúvida de que a corrupção é grande também na Polícia Civil, onde as negociatas são feitas dentro das delegacias, sem câmeras nem testemunhas.
Um programa preventivo desses se faz com muita conversa e diálogo com a sociedade. É preciso incrementar os conselhos comunitários de segurança e colocá-los dentro desse debate. É a hora de se criar um disque-denúncia interno, pelo qual o policial honesto poderá se manifestar sem medo de seus pares envolvidos com corrupção e violência.
É preciso que haja coragem de oficiais para que o tema corrupção seja discutido sem medo nos quartéis. Esse processo de catarse pode ainda salvar muitos policiais e contribuir para a revisão de valores da própria sociedade, que também é a matriz da polícia que está aí. Se o Estado e a polícia não comprometerem a sociedade nesse processo, acreditem, vai ser muito difícil mudar alguma coisa.
"Minha indicação para quem curte um som diferente e interessante é a banda canadense “Mother Mother”. Com um jogo de vozes super bem afinadas, as músicas se tornam gostosas de ouvir, e às vezes você sente a presença do rock com alguns riffs do guitarrista e vocalista Ryan Guldemond. Bateria, guitarra/vocal, baixo e duas lindas cantoras formam essa banda que, para mim, tem como melhor album o "My Heart"".
“Boas notas vêm, quase sempre, como resultado de muito estudo e dedicação. Mas nada funciona mais na hora daquela prova de física, cuidadosamente preparada para explorar cada neurônio do aluno, do que uma boa dose de tranqüilidade e confiança” – Otávio Manoel Gonçalves, 1ºA.
Não dá para estudar “uma horinha” por dia, sair o final de semana todo, e achar que é suficiente. No terceiro ano você precisa abdicar de muitas coisas. Dedicar-se durante um período para alcançar algo que vai levar para a sua vida inteira, é uma troca justa. Porém, não sejamos radicais. Uma dica para os vestibulandos é ficar ligados no que os que já passaram por essa situação têm a dizer.
• O texto abaixo foi retirado do site http://www.vestibular1.com.br/novidades/nov33.htm
Gênios da Fuvest dão a fórmula do sucesso
Se para alguns a fórmula para ser aprovado no vestibular da Fuvest é se debruçar sobre os livros e deixar de ir a festas e namorar, para outros a receita é levar uma vida normal e, principalmente, ter confiança e amar desde já a carreira escolhida. Tiago Kenji Takahashi, de 18 anos, primeiro colocado em Medicina na USP, com 908,1 pontos em mil possíveis, por exemplo, deixou de lado ‘‘as farras de final de semana’’ e estudava todos os dias. Adriana Gusman Telles, de 19 anos, outra futura médica, também continuou levando uma vida normal. ‘‘Só deixei de sair um pouco no segundo semestre’’, conta a quinta colocada na disputa por uma vaga na Medicina, com 897,2 pontos.
Adriana mora na Vila Nova Conceição, Zona Sul, e tem um irmão mais velho que é médico, mas diz que ‘‘ele não teve influência na minha escolha, eu pensava nisso desde pequena’’. Ela fez cursinho simultâneamente ao último ano do ensino médio em 99 e não passou no vestibular. No ano passado, fez cursinho de manhã e continuou namorando e passeando normalmente. ‘‘Só no segundo semestre deixei de lado convites para festas e idas à praia, mas não deixei de namorar. Posso garantir que é uma emoção indescritível ver o esforço recompensado.’’
Juliana Helena Costa Smetana, de 17 anos, moradora em Bragança Paulista, 80 quilômetros ao Norte da Capital, cursará Ciências Biológicas após ficar em 15º lugar na classificação geral, com 876,1 pontos. Ela é a melhor classificada que não optou por Medicina ou Engenharia. ‘‘Sempre gostei de genética e vou estudar na Unicamp, que está melhor estruturada do que a USP, inclusive tem o Centro Biológico Molecular’’, afirma a jovem, que só havia prestado o vestibular como treineira, no ano passado. ‘‘Fiz o terceiro ano do ensino médio e continuei levando a vida normalmente. A fórmula é escolher certo o que se quer, não fazer por obrigação’’, comenta. Ela é filha única e não teve influência de ninguém na escolha da profissão.
O vascaíno Renato Vogelsanger Filho, 26 anos, é formado em física na UDESC. Apaixonado por sua profissão, o professor confessa que nem sempre quis lecionar, mas sempre gostou do contato com as pessoas. Não tem “frescura” para comida, ou sequer um prato predileto. O local que gostaria de conhecer é a Irlanda, e o melhor lugar do mundo para ele é São Francisco do Sul. Nas horas de lazer gosta de passear, rever familiares, e ouvir Jorge e Mateus.
O mercado de trabalho está cada vez mais exigente, e mesmo sendo difícil crescer em determinadas áreas, sempre haverá lugar para os bons profissionais. A importância em fazer algo que gosta está em então executá-la com óbvio prazer, e a consequência é o desejo de aprimoramento constante. O que se conclui é que para quem se destaca, não existe mercado saturado que atrapalhe. O aluno Renan Wilkerson Corrêa, do 3ºC, toca violino desde os seis anos de idade, e hoje vê isso como uma carreira a seguir. Já tocou em vários locais, desde teatros, galerias, até lugares públicos, como praças. Vai prestar vestibular na Belas Artes de Curitiba, para graduação em violino.